EDUCAÇÃO
ESCOLAR INCLUSIVA PARA PESSOAS COM SURDEZ
Aluna:
Joana D'arc de Sousa Santos Turma:T08
Juazeiro
do Norte-Ce
Tutora:
Joana D'arc Dantas
A
Educação Escolar das Pessoas com surdez superou vários
obstáculos, como:o questionamento quanto aos seus limites e
possibilidades, sendo que até hoje nos deparamos com atitudes
preconceituosas da sociedade, a falta de oferta em algumas cidades,
principalmente no interior que não dispõe de intérpretes para
interpretar as aulas na sala de aula comum, pois, este é um direito
do aluno com surdez.
Assim,
milhares de jovens ficam à margem do sistema por não encontrarem
instituições que lhe proporcionem ensino adequado na idade certa,
(Sacks 1990) alerta:
“A
Surdez profunda na infância é mais do que diagnóstico
Médico,
em que padrões sociais, emocionais, linguísticos,
e
intelectuais, assim como seus problemas inextricavelmente
ligados.”
Logo
a dificuldade dos Surdos em adquirir a linguagem nos primeiros anos
de vida reflete em todo o seu desenvolvimento mental, emocional e na
sua interação social.
Nesse
contexto de compreensão é que legitimamos a construção do
Atendimento Educacional Especializado para PS por meio da Política
Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, que
disponibiliza serviços e recursos. O AEE PS deve ser visto como
construção e reconstrução de experiências e vivencias
conceituais, em que a organização do conteúdo curricular não deve
estar pautada numa visão linear, hierarquizada e fragmentada do
conhecimento. O Atendimento Educacional Especializado, numa visão
complementar, sustenta-se a base do fazer pedagógico desse
atendimento.
Dessa
forma, o AEE PS precisa ser pensado em redes interligadas, sem
hierar-quização de conteúdos, sem dicotomizações, reducionismos;
mas com uma ação conectada entre o pensar e o fazer pedagógico.
Para efetivar o cotidiano escolar do AEE PS, aplicamos a metodologia
vivencial, que leva o aluno a aprender. Essa metodologia é
compreendida como um caminho percorrido pelo professor, para
favorecer as condições essenciais de aprendizagem do aluno com
surdez, numa abordagem bilíngue. O bilínguismo que se propõe é
aquele que destaca a liberdade de o aluno se expressar em uma ou em
outra língua e de participar de um ambiente escolar que desafie seu
pensamento e exercite sua capacidade perceptiva , cognitivas e suas
habilidades para atuar e interagir em um mundo social que é de
todos, considerando o contraditório, o ambíguo, as diferenças
entre pessoas. O objetivo desse atendimento é desenvolver a
competência linguística, bem como textual, nas pessoas com surdez,
para que elas sejam capazes de gerar sequências linguísticas.
Neste sentido, é necessário fazer uma ação-reflexão-ação
permanente sobre este tema, visando à inclusão escolar das pessoas
com surdez tendo em vista o desenvolvimento de suas potencialidades e
habilidades, repensando também o fazer pedagógico da escola
inclusiva, fazendo com que o currículo e as metodologias atendam a
todos os alunos indistintamente.
Em síntese na
escola comum inclusiva onde é ofertado o AEE PS,o trabalho
pedagógico realizado deve ser feito a partir do diagnóstico e do
estudo de caso, pela professora especialista da da SRM/AEE
conjuntamente com os professores de sala e a coordenação
pedagógica, no contra turno, destacando-se três momentos didáticos-
pedagógicos: Momento do Atendimento Especializado EM LIBRAS; Momento
do Atendimento Especializado DE LIBRAS; Momento do Atendimento Especializado EM PORTUGUÊS.Na perspectiva de oportunizar ao aluno
com surdez a aprendizagem necessária para que possa adquirir sua
autonomia.

