sexta-feira, 18 de abril de 2014

AEE deficiência múltipla e surdocegueira

Joana D'arc de Sousa Santos.

TO8a Juazeiro do Norte-Ce.

TUTORA: Joana D'arc Dantas




    A Pessoa Surdocega apresenta ao mesmo tempo perda da visão e da audição independente do grau das perdas sensoriais. A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida,  a deficiência é dividida em quatro categorias: pessoas que eram surdas e ficaram cegas,pessoas que eram cegas e se tornaram surdas ,que se tornaram surdocegos, ou se se tornaram surdocegos antes de terem aprendido alguma linguagem.
    As pessoas surdocegos demonstram dificuldades em observar,compreender e imitar o comportamento de membros da família ou de outros que entram em contato, devido à combinação das perdas visuais e auditivas. É importante esclarecermos que as pessoas com surdocegueira não são classificadas como múltiplas, pois quando elas têm oportunidades interagem com o meio e com as pessoas adequadamente.
    Já as pessoas com deficiência múltipla tem mais de uma deficiência associada. È uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, demonstrando associações diversas de deficiências que afetam diretamente o funcionamento individual e o relacionamento social. 
     
    Segundo Orelove e Sobsey (2000) as pessoas com deficiência múltipla são indivíduos com comprometimentos acentuados no domínio cognitivo, associados a comprometimentos no domínio motor ou no domínio sensorial ( visão ou audição) e que requerem apoio permanente, podendo ainda necessitar de cuidados de saúde específicos.


 Considera-se como necessidades básicas das pessoas com surdocegueira e com DMU:
1 - O desenvolvimento da imagem corporal, conceito corporal e consciência sensorial;
2- A boa adequação postural e a harmonia dos movimentos;
3- A autonomia em deslocamentos e movimentos;
4- O aperfeiçoamento das coordenações: viso-motora, motora global e fina;
5- O desenvolvimento da força muscular;
6- Aprender a usar as duas mãos, os que não possuem graves problemas motores, para minimizar as eventuais estereotipias motoras e desenvolver um sistema estruturado de comunicação;
7- Constante interação com o meio ambiente; 
 8- Aquisição da linguagem estruturada no registro simbólico, verbal, gestual, outros registros.
 Segundo Gense e Gense (2004) e Giacomini (2005), as necessidades que a pessoa com surdocegueira e com deficiência múltipla ( sensorial e motora ) tem de aprender e de utilizar as técnicas de orientação e mobilidade estão relacionadas a três aspectos – vínculo, segurança e comunicação, que antecedem as próprias técnicas.

A demais, todos os recursos de comunicação precisam ser adaptados as especificidades das pessoas Surdocegas e com DMU sensorial. No caso do surdocego, o sentido do tato é a via mais promissora no desenvolvimento da linguagem, da comunicação receptiva e expressiva. “E o que é comunicação? É a troca de informação entre duas ou mais pessoas. (Maia, 2008), Nunes (2002) discorre sobre as consequências que podem ocorrer da falta de uma comunicação, a exemplo de dificuldades comportamentais e hiperatividade, comportamentos obsessivos, agressividade e auto-agressão, estereotipias, auto – estimulação, distúrbios de atenção, e outros.
 Pode-se utilizar vários recursos na  comunicação tanto para a surdocegueira como para a DMU, entre os quais: gestos, símbolos tangíveis; leitura tátil da vibrações produzidas durante a emissão verbal (Tadoma); sistema Braillee; alfabeto dactilológico; objetos de referências para atividades e situações da vida diária e aprendizagem; calendários de antecipação / comunicação / tempo / apoio emocional; escrita ampliada; recursos da comunicação alternativa e aumentativa; sistemas pictográfico de comunicação. Ambas as deficiências requer estratégias planejadas sistemáticas, em um ambiente reativo de respostas as iniciativas de comunicação pré-simbólica ou simbólica desses indivíduos, desenvolvendo as atividades dentro de um contexto de aprendizagem construtivo – ecológico - responsivo para o estabelecimento de uma comunicação.
 É Importante destacar que “..., todo trabalho com o aluno com DMU e com surdocegueira implica em constante interação com o meio ambiente. Este processo interacional é prejudicado quando as informações sensoriais e a organização do esquema corporal são deficitárias” (UFC – MEC, 2010 ). No entanto, toda estratégia utilizada para aquisição da comunicação deve ser focada nas possibilidades de cada indivíduo com  suas particularidades.


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Referências:
BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA. Shirley R. Coletânea UFC – MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar – Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla.
BLAHA, Robbie. Calendários – Para Alunos com Múltiplas Deficiência Incluindo Surdocegueira. Escola Texas para cegos e com baixa visão – 2003. Tradução em 2005 – Projeto Horizonte. Tradução: Marcia Maurilio Souza. Revisão: Shirley Rodriguês Maia e Lília Giacimini.
Folheto FACT3 – COMMUNICATION / Primavera 2005 – Lousiana Department of Education 1.877.453.2721 State Board of Elementary and Secondary Education. Tradução: Vula Maria Ikonomidis. Revisão: Shirley Rodrigues Maia, Junho de 2008.
GIACOMINI, Lilia et all. Coletânea UFC – MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar – Fascículo 07: Orientação e Mobilidade, Adequação postural e Acessibilidade Espacial.
IKONOMIDIS, Vula Maria. Apostila sobre “Deficiência Múltipla Sensorial”, 2010 sem publicar.
NASCIMENTO, Fátima Ali Abdalah Abdel Cader; COSTA, Maria da Piedade Resende. Descobrindo a Surdocegueira – Educação e Comunicação. EduFSCar, São Carlos, 2005.
ROWLAND, Charity; SCHWEIGERT, Philip. Soluções Tangíveis para indivíduos com Deficiência Múltipla e ou com Surdocegueira. Apostila In mimeo. Tradução Acess. Revisão: Shirley R. Maia, 2013.





segunda-feira, 17 de março de 2014

AEE_PS_ EDUCAÇÃO ESCOLAR INCLUSIVA PARA PESSOAS COM SURDEZ

EDUCAÇÃO ESCOLAR INCLUSIVA PARA PESSOAS COM SURDEZ


Aluna: Joana D'arc de Sousa Santos Turma:T08
Juazeiro do Norte-Ce
Tutora: Joana D'arc Dantas








A Educação Escolar das Pessoas com surdez superou vários obstáculos, como:o questionamento quanto aos seus limites e possibilidades, sendo que até hoje nos deparamos com atitudes preconceituosas da sociedade, a falta de oferta em algumas cidades, principalmente no interior que não dispõe de intérpretes para interpretar as aulas na sala de aula comum, pois, este é um direito do aluno com surdez.

Assim, milhares de jovens ficam à margem do sistema por não encontrarem instituições que lhe proporcionem ensino adequado na idade certa, (Sacks 1990) alerta:
A Surdez profunda na infância é mais do que diagnóstico
Médico, em que padrões sociais, emocionais, linguísticos,
e intelectuais, assim como seus problemas inextricavelmente
ligados.”

Logo a dificuldade dos Surdos em adquirir a linguagem nos primeiros anos de vida reflete em todo o seu desenvolvimento mental, emocional e na sua interação social.

Nesse contexto de compreensão é que legitimamos a construção do Atendimento Educacional Especializado para PS por meio da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, que disponibiliza serviços e recursos. O AEE PS deve ser visto como construção e reconstrução de experiências e vivencias conceituais, em que a organização do conteúdo curricular não deve estar pautada numa visão linear, hierarquizada e fragmentada do conhecimento. O Atendimento Educacional Especializado, numa visão complementar, sustenta-se a base do fazer pedagógico desse atendimento.

Dessa forma, o AEE PS precisa ser pensado em redes interligadas, sem hierar-quização de conteúdos, sem dicotomizações, reducionismos; mas com uma ação conectada entre o pensar e o fazer pedagógico. Para efetivar o cotidiano escolar do AEE PS, aplicamos a metodologia vivencial, que leva o aluno a aprender. Essa metodologia é compreendida como um caminho percorrido pelo professor, para favorecer as condições essenciais de aprendizagem do aluno com surdez, numa abordagem bilíngue. O bilínguismo que se propõe é aquele que destaca a liberdade de o aluno se expressar em uma ou em outra língua e de participar de um ambiente escolar que desafie seu pensamento e exercite sua capacidade perceptiva , cognitivas e suas habilidades para atuar e interagir em um mundo social que é de todos, considerando o contraditório, o ambíguo, as diferenças entre pessoas. O objetivo desse atendimento é desenvolver a competência linguística, bem como textual, nas pessoas com surdez, para que elas sejam capazes de gerar sequências linguísticas.

Neste sentido, é necessário fazer uma ação-reflexão-ação permanente sobre este tema, visando à inclusão escolar das pessoas com surdez tendo em vista o desenvolvimento de suas potencialidades e habilidades, repensando também o fazer pedagógico da escola inclusiva, fazendo com que o currículo e as metodologias atendam a todos os alunos indistintamente.
Em síntese na escola comum inclusiva onde é ofertado o AEE PS,o trabalho pedagógico realizado deve ser feito a partir do diagnóstico e do estudo de caso, pela professora especialista da da SRM/AEE conjuntamente com os professores de sala e a coordenação pedagógica, no contra turno, destacando-se três momentos didáticos- pedagógicos: Momento do Atendimento Especializado EM LIBRAS; Momento do Atendimento Especializado DE LIBRAS; Momento do Atendimento Especializado EM PORTUGUÊS.Na perspectiva de oportunizar ao aluno com surdez a aprendizagem necessária para que possa adquirir sua autonomia.




sexta-feira, 22 de novembro de 2013

AEE_DV ATIVIDADE DE AUDIO-DESCRIÇÃO

AEE_DV ATIVIDADE DE AUDIO-DESCRIÇÃO
ALUNA: JOANA DARC DE SOUSA SANTOS
TURMA:TO8a            UFC-2013


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Audiodescrição é a uma faixa narrativa adicional para os cegos e deficientes visuais consumidores de meios de comunicação visual, onde se incluem a televisão e o cinema, a dança, a ópera e as artes visuais. Consiste num narrador que fala durante a apresentação, descrevendo o que está a acontecer no ecrã durante as pausas naturais do audio e por vezes durante diálogos, quando considerado necessário.1
Para as artes performativas (teatro, dança, ópera) e para os meios de comunicação (televisão, cinema e DVD), a descrição é uma forma de tradução audiovisual, usando as pausas naturais no diálogo ou entre elementos sonoros cruciais para inserir a narrativa, que traduz a imagem visual de uma forma que a torna acessível a milhões de indivíduos que de outro modo não teriam um acesso pleno à televisão e ao cinema.
Em museus ou em exposições de artes visuais, visitas com audiodescrição (ou em circuitos concebidos universalmente que incluem descrição ou a extensão dos atuais programas gravados em áudio ou em vídeo) são utilizados para proporcionar acesso aos visitantes que são cegos ou possuem uma visão reduzida. Professores ou guias podem ser instruídos no sentido de utilizar a audiodescrição nas suas apresentações. A audiodescrição de eventos desportivos está a tornar-se cada vez mais comum, especialmente em estádios de futebol.
Investigadores estão a trabalhar no sentido de demonstrar como a descrição, através do uso de variadas escolhas de palavras, sinônimos, metáforas e comparações, beneficia não só as crianças que são invisuais e/ou com dificuldade de aprendizagem, mas poderá também impulsionar a literacia para todas as crianças.
A partir de 1º de julho de 2011 foi instituída no Brasil a obrigatoriedade de pelo menos duas horas semanais de conteúdo com audiodescrição para as emissoras com sinal aberto e transmissão digital, na condição de faixa de áudio adicional2 .


  1. Ir para cima Planeta Educação. Audiodescrição – recurso de acessibilidade para a inclusão cultural das pessoas com deficiência visual. Acesso em 6 de maio de 2011

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

AEE_DI ATIVIDADE

AEE_DI Atividade

A foto ilustra uma atividade de matemática na SRM.
Proposta pela professora e consiste na apresentação
e montagem de alguns quebra cabeças com formas
geométricas planas de cores e formas variadas que
deverão ser montadas pelos alunos.

 

A Deficiência Intelectual, caracteriza-se por um funcionamento intelectual inferior à média (QI), associada a limitações adaptativas em pelo menos duas áreas de habilidades ( comunicação, auto cuidado, vida no lar , adaptação social, saúde e segurança,uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalhos), que ocorrem antes dos 18 anos de idade. Essas pessoas com deficiência intelectual tem dificuldades para aprender , entender e realizar atividades comuns para outras pessoas. Muitas vezes , essa pessoa se comporta como se tivesse menos idade do que tem.
A DI é resultado , quase sempre, de uma alteração no desempenho cerebral, provocada por fatores genéticos, distúrbios na gestação, problemas na parto ou na vida após o nascimento.
Muitas pessoas confundem DI com DM, mas é importante esclarecer que são duas coisas diferentes.
DI a pessoa apresenta um atraso no seu desenvolvimento, dificuldades para aprender e realizar tarefas do dia a dia e interagir com o meio em que vive(comprometimento cognitivo, antes dos 18 anos, e que prejudica suas habilidades adaptativas).
DM engloba uma série de condições que causam alterações do humor e comportamento e podem afetar o desempenho da pessoa na sociedade. Essas alterações acontecem na mente da pessoas e causam uma alteração na sua percepção da realidade.(Doença Psiquiátrica).


Pessoas com deficiência intelectual(como devo tratar):
  • Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência intelectual.
  • Trate-a com respeito e consideração. Se for uma criança, trate-a como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente, e se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.
  • Não a ignore. Cumprimente e despeça-se dela normalmente, como faria com qualquer pessoa.
  • Dê-lhe atenção, converse e verá como pode ser divertido. Seja natural, diga palavras amistosas.
  • Não superproteja a pessoa com deficiência intelectual. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.
  • Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência intelectual levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.
 O AEE tem como base a organização de situações de aprendizagens no espaço da sala de recurso multifuncional, bem como na interlocução como professor do ensino comum.
Na sala de recurso multifuncional o trabalho deve centrar-se:
na atenção aos aspectos que podem
potencializar o desenvolvimento e a
aprendizagem do aluno
na eliminação das barreiras que dificultam a
aprendizagem desse aluno


Obs.: Cara professora Elaine estou reenviando a atividade DI ATIVIDADE postada no dia 19.10.2013, a qual você não visualizou no blog. Espero uma reavaliação da atividade postada. Muito grata. Joana D'arc