TRANSTORNO DO ESPECTRO
AUTISTA - TEA
ESTRATÉGIAS E RECURSOS
DE BAIXA TECNOLOGIA
Autora: Joana D'arc de
Sousa Santos
Turma: TO8a
Juazeiro do Norte-CE
Tutora: Joana D'arc
Dantas
As estratégias e
recursos de baixa tecnologia tem o intuito de apoiar os alunos com
(TEA) no desenvolvimento de habilidades comunicativas e na sua
interação social. Estes recursos poderão ser utilizados em vários
ambientes, como: sala de AEE, sala de informática , sala de aula
comum, ou até mesmo em sua casa.
RECURSOS DE BAIXA
TECNOLOGIA
-PRANCHA DE
COMUNICAÇÃO- As pranchas de comunicação podem ser construídas
utilizando-se os objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras,
frases ou números. As mesmas são personalizadas e devem considerar
as possibilidades cognitivas, visuais e motoras de seus usuários.
-EYE-GAZE- São
pranchas de apontar com os olhos que podem ser dispostas sobre a mesa
ou apoiada em um suporte de acrílico ou plástico colocada no
avental.
-AVENTAL- é um avental
confeccionado em tecido que facilita a fixação de símbolos ou
letras com velcro, que é utilizado pelo parceiro. No seu avental o
parceiro de comunicação prende as letras ou as palavras e a criança
responde através do olhar.
-COMUNICADOR EM FORMA
DE RELÓGIO- O comunicador é um recurso que possibilita o indivíduo
dar respostas com autonomia, mesmo quando ele apresenta uma
dificuldade motora severa. Seu principio é semelhante a de um
relógio, só que é a pessoa quem comanda o movimento do ponteiro
apertando o acionador.

A CA área da
tecnologia assistiva que destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita
funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua
habilidade de falar e/ou escrever, pode acontecer sem auxílios
externos e, neste caso,ela valoriza à expressão do sujeito, a
partir de outros canais de comunicação diferentes da fala: gestos,
sons, expressões faciais e corporais podem ser utilizados e
identificados socialmente para manifestar desejos, necessidades,
opiniões, posicionamentos, como: sim, não, olá, tchau,
banheiro,estou bem, sinto dor, quero(determinada coisa)para a qual
aponta, estou com fome e outros conteúdos de comunicação
necessária na vida diária. Tem o objetivo de oportunizar o usuário
a ampliação do repertório comunicativo, que envolve habilidades de
expressão e compreensão. Podemos ainda, confeccionar cartões de
comunicação, pranchas de palavras,usar vocalizadores, ou o próprio
computador que por meio de software específicos , poderá tornar-se
uma ferramenta poderosa de voz e comunicação. Os recursos devem ser
construídos de forma personalizada levando em consideração as
características que atendam as necessidades deste indivíduo.
Contrariando algumas crenças que afirmam que em função do estereótipo, algumas crianças com autismo não são capazes de se comunicar, Molini (2001) identificou, em seus estudos, a presença da
intenção comunicativa, mesmo que essa possa ocorrer através de uma forma alternativa de comunicação. O autor ressalta que a mediação e a imitação vocal foram os aspectos mais ausentes em suas observações. O mesmo foi evidenciado na pesquisa de pessoas com autismo realizada por Passerino (2005), a qual procurou compreender a interação social dos sujeitos em AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) a partir da análise da intencionalidade de comunicação.
REFERENCIAL
MOLINI, D. R. Verificação de diferentes modelos de coleta de dados dos aspectos
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