segunda-feira, 2 de junho de 2014

TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA-TEA ESTRATÉGIAS E RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA

TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - TEA
ESTRATÉGIAS E RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA


Autora: Joana D'arc de Sousa Santos
Turma: TO8a Juazeiro do Norte-CE
Tutora: Joana D'arc Dantas

As estratégias e recursos de baixa tecnologia tem o intuito de apoiar os alunos com (TEA) no desenvolvimento de habilidades comunicativas e na sua interação social. Estes recursos poderão ser utilizados em vários ambientes, como: sala de AEE, sala de informática , sala de aula comum, ou até mesmo em sua casa.


RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA




-PRANCHA DE COMUNICAÇÃO- As pranchas de comunicação podem ser construídas utilizando-se os objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números. As mesmas são personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras de seus usuários.







-EYE-GAZE- São pranchas de apontar com os olhos que podem ser dispostas sobre a mesa ou apoiada em um suporte de acrílico ou plástico colocada no avental.

-AVENTAL- é um avental confeccionado em tecido que facilita a fixação de símbolos ou letras com velcro, que é utilizado pelo parceiro. No seu avental o parceiro de comunicação prende as letras ou as palavras e a criança responde através do olhar.

-COMUNICADOR EM FORMA DE RELÓGIO- O comunicador é um recurso que possibilita o indivíduo dar respostas com autonomia, mesmo quando ele apresenta uma dificuldade motora severa. Seu principio é semelhante a de um relógio, só que é a pessoa quem comanda o movimento do ponteiro apertando o acionador.






A CA área da tecnologia assistiva que destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever, pode acontecer sem auxílios externos e, neste caso,ela valoriza à expressão do sujeito, a partir de outros canais de comunicação diferentes da fala: gestos, sons, expressões faciais e corporais podem ser utilizados e identificados socialmente para manifestar desejos, necessidades, opiniões, posicionamentos, como: sim, não, olá, tchau, banheiro,estou bem, sinto dor, quero(determinada coisa)para a qual aponta, estou com fome e outros conteúdos de comunicação necessária na vida diária. Tem o objetivo de oportunizar o usuário a ampliação do repertório comunicativo, que envolve habilidades de expressão e compreensão. Podemos ainda, confeccionar cartões de comunicação, pranchas de palavras,usar vocalizadores, ou o próprio computador que por meio de software específicos , poderá tornar-se uma ferramenta poderosa de voz e comunicação. Os recursos devem ser construídos de forma personalizada levando em consideração as características que atendam as necessidades deste indivíduo.

Contrariando algumas crenças que afirmam que em função do estereótipo, algumas crianças com autismo não são capazes de se comunicar, Molini (2001) identificou, em seus estudos, a presença da
intenção comunicativa, mesmo que essa possa ocorrer através de uma forma alternativa de comunicação. O autor ressalta que a mediação e a imitação vocal foram os aspectos mais ausentes em suas observações. O mesmo foi evidenciado na pesquisa de pessoas com autismo realizada por Passerino (2005), a qual procurou compreender a interação social dos sujeitos em AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) a partir da análise da intencionalidade de comunicação.

REFERENCIAL

MOLINI, D. R. Verificação de diferentes modelos de coleta de dados dos aspectos
sociocognitivos na terapia fonoaudiológica de crianças com distúrbios psiquiátricos.
2001. 230f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Universidade de São Paulo, São Paulo,
2001.
MUNRO, N. (org) Cual es la diferencia entre autismo de alto funcionamiento y El
síndrome de asperger? Disponível em http://www.oneworld.org/autims_uk/faqs/qhfa.html.
Traduzido por Wanda Medina, agosto de 1999
NATIONAL AUTISTIC SOCIETY. Disponível em: <http://www.nas.org.uk/>. Acesso em: mar.
2009.
PASSERINO, L. Pessoas com Autismo em Ambientes Digitais de Aprendizagem:
estudo dos processos de Interação Social e Mediação. Tese (Doutorado em Informática
na Educação) – UFRGS – Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação. Porto
Alegre, 2005.
PAULA CS, RIBEIRO SH, FOMBONNE E, MERCADANTE MT. Brief report: prevalence of
pervasive developmental disorder in Brazil: a pilot study. J Autism Dev Disord (Journal of
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PEETERS, T. Autism: From Theoretical Understanding to Educational Intervention. Whurr
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PHILIPS, W., BARON-COHEN, S. & RUTTER, M. Development and Psycho. pathology, 4,
1992, p.375-383.
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Communication problems in autism, p. 163–184. Plenum, New York, 1989.
SIGMAN, M. e CAPPS, L. Niños y Niñas autistas. Série Bruner. Madrid: Morata, 2000.
TOMASELLO, M. Origens culturais da aquisição do conhecimento humano. São Paulo:
Martins Fontes, 2003.
WING, L. El Autismo en niños y adultos: Una guía para la família. Buenos Aires. Argentina:
Paidós, 1998.

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