AEE
deficiência múltipla e surdocegueira
Joana
D'arc de Sousa Santos.
TO8a
Juazeiro do Norte-Ce.
TUTORA:
Joana D'arc Dantas

A
Pessoa Surdocega apresenta ao mesmo tempo perda da visão e da
audição independente do grau das perdas sensoriais. A
surdocegueira pode ser congênita ou adquirida, a deficiência é
dividida em quatro categorias: pessoas que eram surdas e ficaram
cegas,pessoas que eram cegas e se tornaram surdas ,que se tornaram
surdocegos, ou se se tornaram surdocegos antes de terem aprendido
alguma linguagem.
As
pessoas surdocegos demonstram dificuldades em observar,compreender e
imitar o comportamento de membros da família ou de outros que
entram em contato, devido à combinação das perdas visuais e
auditivas. É importante esclarecermos que as pessoas com
surdocegueira não são classificadas como múltiplas, pois quando
elas têm oportunidades interagem com o meio e com as pessoas
adequadamente.
Já
as pessoas com deficiência múltipla tem mais de uma deficiência
associada. È uma condição heterogênea que identifica diferentes
grupos de pessoas, demonstrando associações diversas de
deficiências que afetam diretamente o funcionamento individual e o
relacionamento social.
Segundo
Orelove e Sobsey (2000) as pessoas com deficiência múltipla são
indivíduos com comprometimentos acentuados no domínio cognitivo,
associados a comprometimentos no domínio motor ou no domínio
sensorial ( visão ou audição) e que requerem apoio permanente,
podendo ainda necessitar de cuidados de saúde específicos.
Considera-se
como necessidades básicas das pessoas com surdocegueira e com DMU:
1 -
O desenvolvimento da imagem corporal, conceito corporal e consciência
sensorial;
2-
A boa adequação postural e a harmonia dos movimentos;
3-
A autonomia em deslocamentos e movimentos;
4-
O aperfeiçoamento das coordenações: viso-motora, motora global e
fina;
5-
O desenvolvimento da força muscular;
6-
Aprender a usar as duas mãos, os que não possuem graves problemas
motores, para minimizar as eventuais estereotipias motoras e
desenvolver um sistema estruturado de comunicação;
7-
Constante interação com o meio ambiente;
8- Aquisição da
linguagem estruturada no registro simbólico, verbal, gestual, outros
registros.
Segundo
Gense e Gense (2004) e Giacomini (2005), as necessidades que a pessoa
com surdocegueira e com deficiência múltipla ( sensorial e motora )
tem de aprender e de utilizar as técnicas de orientação e
mobilidade estão relacionadas a três aspectos – vínculo,
segurança e comunicação, que antecedem as próprias técnicas.
A
demais, todos os recursos de comunicação precisam ser adaptados as
especificidades das pessoas Surdocegas e com DMU sensorial. No caso
do surdocego, o sentido do tato é a via mais promissora no
desenvolvimento da linguagem, da comunicação receptiva e
expressiva. “E o que é comunicação? É a troca de informação
entre duas ou mais pessoas. (Maia, 2008), Nunes (2002) discorre sobre
as consequências que podem ocorrer da falta de uma comunicação, a
exemplo de dificuldades comportamentais e hiperatividade,
comportamentos obsessivos, agressividade e auto-agressão,
estereotipias, auto – estimulação, distúrbios de atenção, e
outros.
Pode-se utilizar
vários recursos na comunicação tanto para a surdocegueira
como para a DMU, entre os quais: gestos, símbolos tangíveis;
leitura tátil da vibrações produzidas durante a emissão verbal
(Tadoma); sistema Braillee; alfabeto dactilológico; objetos de
referências para atividades e situações da vida diária e
aprendizagem; calendários de antecipação / comunicação / tempo /
apoio emocional; escrita ampliada; recursos da comunicação
alternativa e aumentativa; sistemas pictográfico de comunicação.
Ambas as deficiências requer estratégias planejadas sistemáticas,
em um ambiente reativo de respostas as iniciativas de comunicação
pré-simbólica ou simbólica desses indivíduos, desenvolvendo as
atividades dentro de um contexto de aprendizagem construtivo –
ecológico - responsivo para o estabelecimento de uma comunicação.
É
Importante destacar que “..., todo trabalho com o aluno com DMU e
com surdocegueira implica em constante interação com o meio
ambiente. Este processo interacional é prejudicado quando as
informações sensoriais e a organização do esquema corporal são
deficitárias” (UFC – MEC, 2010 ). No entanto, toda estratégia
utilizada para aquisição da comunicação deve ser focada nas
possibilidades de cada indivíduo com suas particularidades.
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Referências:
BOSCO,
Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA. Shirley R.
Coletânea UFC – MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da
Inclusão Escolar – Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência
Múltipla.
BLAHA,
Robbie. Calendários – Para Alunos com Múltiplas Deficiência
Incluindo Surdocegueira. Escola Texas para cegos e com baixa visão –
2003. Tradução em 2005 – Projeto Horizonte. Tradução: Marcia
Maurilio Souza. Revisão: Shirley Rodriguês Maia
e Lília Giacimini.
Folheto
FACT3 – COMMUNICATION / Primavera 2005 – Lousiana Department of
Education 1.877.453.2721 State Board of Elementary and Secondary
Education. Tradução: Vula Maria Ikonomidis. Revisão:
Shirley Rodrigues Maia, Junho de 2008.
GIACOMINI,
Lilia et all. Coletânea UFC – MEC/2010: A Educação Especial na
Perspectiva da Inclusão Escolar – Fascículo 07: Orientação e
Mobilidade, Adequação postural e Acessibilidade Espacial.
IKONOMIDIS,
Vula Maria. Apostila sobre “Deficiência Múltipla Sensorial”,
2010 sem publicar.
NASCIMENTO,
Fátima Ali Abdalah Abdel Cader; COSTA, Maria da Piedade Resende.
Descobrindo a Surdocegueira – Educação e Comunicação. EduFSCar,
São Carlos, 2005.
ROWLAND,
Charity; SCHWEIGERT, Philip. Soluções Tangíveis para indivíduos
com Deficiência Múltipla e ou com Surdocegueira. Apostila In mimeo.
Tradução Acess. Revisão: Shirley R. Maia, 2013.